Doutor em Filosofia pela Universidade de Bonn (1933), professor da Faculdade de Filosofia de Salzburg (1938) e da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Juiz de Fora, Minas Gerais (1950), diretor-geral da Radiofusão do Sarre (1955) e deputado federal pela União Social-Cristã (1957). Autor de várias obras, entre as quais Brasilien (Editora Pinguin-Insbruck), colunista semanal de jornais e rádios latino-americanos, tradutor de obras brasileiras para a língua alemã, membro da delegação alemã à 47ª Conferência da União Parlamentar no Rio de Janeiro (1958) e enviado especial do chanceler Adenauer, para entrega de mensagem especial ao presidente da República do Brasil (1959). Ganhou muitos prêmios e condecorações no Brasil e na Alemanha.
Görgen é também um dos nomes lembrados nas memórias do holocausto. Contrário ao nazismo, quando exilado na Europa na década de 30 conheceu o cônsul brasileiro Milton Vieira, o qual o auxiliou, em 1941, a deixar o Porto de Lisboa, levando para Juiz de Fora, Minas Gerais, 48 exilados, entre homens, mulheres e crianças judias. A história de Oskar Schindler que salvou mais de mil vidas durante o holocausto com um plano de emprego de judeus em fábricas é semelhante ao de Görgen.
Em 19 de agosto de 1963 recebeu o título de Professor Honoris Causa da Universidade de Santa Maria (USM) pelo contribuição no intercâmbio entre Brasil e Alemanha. Realizou várias visitas e palestras na universidade. Em 1967 participou na banca de doutoramento de Ronald Perret Bossemeyer na Faculdade de Medicina da UFSM.