Paschoal Carlos Magno foi diplomata e um importante animador cultural, além de dramaturgo, crítico e diretor teatral; personalidade fundamental na dinamização e renovação da cena brasileira no século XX. Filho dos imigrantes italianos Nicolau Carlos Magno e Filomena Campanella, iniciou sua carreira no teatro como ator na peça Abat-Jour em 1926. Ele se consagrou como crítico teatral no Correio da Manhã, jornal diário do Rio de Janeiro, onde assinou a coluna Teatro de 1946 a 1960. Formado em direito, atuou grande parte de sua vida também na causa estudantil. Esteve envolvido na fundação da Casa do Estudante do Brasil (TEB), inaugurada em 1929. Em 1938, lança o Teatro do Estudante do Brasil, grupo amador com o qual ganha grande projeção nacional, tornando-se uma referência central para conjuntos teatrais amadores e estudantis. Em 1952, além de realizar uma extensa turnê com o TEB pelo norte e nordeste do Brasil, Magno inaugurou o Teatro Duse (hoje Teatro Duse - Casa Pascoal Carlos Magno) em sua residência, em Santa Teresa. Trabalhou como Oficial de Gabinete da Presidência da República, no Governo Juscelino Kubistchek, estando ligado a assuntos culturais e os que envolviam a classe estudantil. Durante o período, realizou obras expoentes na difusão da cultura, como a Caravana da Cultura. Além desse grande evento, também foi idealizador e promotor do Encontro de Escolas de Dança do Brasil e do Festival Nacional de Teatro de Estudantes. Esse completou sete edições, distribuídas entre 1958 e 1975, configurando-se uma grande oportunidade de intercâmbio para jovens artistas de todo o Brasil. Os Festivais foram realizados em Recife, Santos (SP), Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Pati de Alferes (RJ). Nesse município, em 1965, ele inaugura a Aldeia de Arcozelo. Nela monta o anfiteatro Itália Fausta, com 1.200 lugares e o teatro Renato Viana, com 400 lugares. Paschoal Carlos Magno também é um dos patronos da Nova Jerusalém, em Pernambuco. Foi afastado da carreira diplomática pelo Golpe Militar de 1964. Em 1974, ainda lançou um novo projeto, a Barca da Cultura, que desceu o rio São Francisco de Pirapora a Juazeiro, porém sem a mesma dimensão grandiosa dos projetos anteriores. Em 16 de janeiro de 1976, ao completar 70 anos de idade, foi homenageado com uma crônica no Jornal do Brasil escrita por Carlos Drummond de Andrade. Em 1978, Paschoal vende a casa de Santa Teresa para pagar dívidas da Aldeia. Paschoal Carlos Magno morre em maio de 1980 e inúmeras homenagens lhe são prestadas. Em 5 de abril de 1982 foi inaugurado na cidade de Novo Hamburgo o Teatro Pachoal Carlos Magno, em sua homenagem. Com capacidade para 400 pessoas sentadas, o espaço já recebeu grandes nomes da cultura nacional. Diversas cidades do Brasil, tem auditórios que levam o seu nome lembrando sua atuação em prol do desenvolvimento e da difusão cultural nacional.