No início do ano de 1943, com o pedido de organização de um espetáculo teatral pelo Grêmio das Formandas do Colégio Centenário, Edmundo Cardoso e Setembrino Souza formaram o grupo que encenaria a peça “Saudade” de Paulo Magalhães. O elenco constitui-se de Dalton Couto, Setembrino Suza, Edmundo Cardoso, Nair Miorim, Adyles da Silva, Atia Paiva Mendes e Isa Prates, além da participação técnica de Marconi Mussoi, José Medeiros, Luiz Gonzaga Schleiniger e Adão Flores. A encenação do espetáculo deu-se na noite de 30 de julho de 1943, no Teatro Imperial, com um grande público e sucesso. Devido ao talento do grupo deu-se a fundação, na noite de 10 de dezembro de 1943, da ETLF, contando com o apoio dos intelectuais da cidade, dos apreciadores da arte e do jornal “A Razão”. A denominação foi sugerida como homenagem ao grande ator teatral brasileiro da época, Leopoldo Fróes. Nesta sessão inaugural foi eleita a primeira diretoria e a comissão para elaboração dos estatutos sociais da Escola de Teatro. Como diretor de cena, foi escolhido Edmundo Cardoso.
O sucesso alcançado pela ETLF foi grandioso, o que pode ser demonstrado pelas temporadas realizadas em 1954, 1955 e 1964 no Teatro São Pedro, na Capital Gaúcha, com apresentações de 5 peças. Em 1968 foi fundado o Coral da ETLF, sob a regência da maestrina Cacilda Frantz Bohrer e o teatro de fantoches também foi uma das atividades da escola.
A escola encenou mais de 40 peças teatrais ao longo dos 40 anos de sua existência.
O Fundo Documental Escola de Teatro Leopoldo Fróes (1943 – 1983) está preservado e classificado na Casa de Memória Edmundo Cardoso e consiste em 159 pastas em dois arquivos de aço. Além de 4,30 metros lineares de documentos textuais, há 1600 fotografias, 520 slides, 73 cartazes, e 45 documentos cartográficos (plantas).