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Registro de autoridade

Rocha Filho, José Mariano da, 1915-1998

  • Pessoa
  • 1915-02-12 / 1998-02-15 (ISO 8601)

1915 - No dia 12 de fevereiro nasce, em Santa Maria no Estado do Rio Grande do Sul, José Mariano da Rocha Filho, o oitavo dos filhos do médico José Mariano da Rocha e de Maria Clara Marques Mariano da Rocha.
1932 - Ingressa na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Seis meses depois é eleito presidente do Diretório Acadêmico dos Estudantes de Medicina.
1934 - O jovem estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre, José Mariano da Rocha Filho, funda e preside a Federação dos Estudantes Universitários de Porto Alegre, FEUPA. Sua participação influencia diretamente a vida de muitos universitários com a criação da primeira Casa do Estudante Universitário no Rio Grande do Sul.
1935- Institui o Prêmio Sarmento Leite do Centro dos Estudantes de Medicina Sarmento Leite, da FEUPA. Entre 1935 e 1937 trabalhou como interno em oito instituições médicas de Porto Alegre, entre elas a Santa Casa de Misericórdia.
1937 - No dia 18 de dezembro acontece a formatura de José Mariano da Rocha Filho, tornando-se médico. Na oportunidade é distinguido com o Prêmio Carlos Chagas como melhor aluno da turma. No mesmo ano é convidado a lecionar na Faculdade de Farmácia de Santa Maria, fundada (1931) e dirigida por seu tio Francisco Mariano da Rocha. Entre 1937 e 1966 realizou mais de vinte cursos de especialização na área médica.
1938- Inicia suas atividades como professor de Microbiologia na Faculdade de Farmácia de Santa Maria e como professor do Curso Pré-Médico do Colégio Santa Maria. No dia 10 de agosto casa-se com Maria Zulmira Velho Dias, filha de Patrício Dias Ferreira e Manuela Velho Dias, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. De 1938 a 1965 foi médico da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos do Rio Grande do Sul, IAPFESP.
1939 - É eleito presidente da Sociedade de Medicina de Santa Maria e reeleito em 1941 e 1952.
1940 - Entre 1940 e 1945 publicou mais de vinte artigos na área médica.
1945 - É eleito diretor da Faculdade de Farmácia de Santa Maria e reeleito em 1948, 1951, 1953 e 1958. Com vistas a superar as dificuldades financeiras pelas quais passava a Faculdade de Farmácia, Mariano da Rocha Filho inicia a Campanha de Incorporação das faculdades existentes no interior à então Universidade de Porto Alegre.
1946 - Organiza o 1o Congresso Rio-grandense de Medicina em Santa Maria.
1947 - José Mariano da Rocha Filho consegue incluir na Constituição do Rio Grande do Sul a anexação das faculdades de Farmácia de Santa Maria e Direito e Odontologia de Pelotas à Universidade de Porto Alegre-UPA, que passou a denominar-se Universidade do Rio Grande do Sul - URGS. Na assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul contou com o apoio dos deputados José Diogo Brochado da Rocha, Francisco Brochado da Rocha e Tarso Dutra.
1948 - Em maio, José Mariano da Rocha Filho, propõe a criação da Associação Santa-mariense Pró Ensino Superior, ASPES, aprovada em assembléia pública e é eleito seu primeiro presidente. Em 4 de dezembro, é efetivada a Incorporação das faculdades do interior através de um Projeto de Lei aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionado pelo governador Walter Jobim. A partir desta data a Universidade de Porto Alegre passou a denominar-se Universidade do Rio Grande do Sul.
1949 - Em janeiro, renunciam o reitor Armando Câmara e a cúpula diretiva da URGS, em protesto pela anexação das faculdades do interior á então Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
1950 - A Faculdade de Farmácia de Santa Maria é tornada federal juntamente com a Universidade do Rio Grande do Sul.
1951 - Mariano da Rocha Filho funda a Associação Médica do Rio Grande do Sul, AMRIGS, e é seu primeiro vice-presidente.
1952 - Lança a pedra fundamental da primeira construção da UFSM (prédios das Faculdades de Farmácia e Medicina), na esquina das ruas Floriano Peixoto e Astrogildo de Azevedo, em Santa Maria.
1953 - Viaja para os Estados Unidos e Europa onde visita as principais instituições de ensino superior e começa a escrever o livro USM, a Nova Universidade, que contém as propostas básicas e a sua concepção de universidade. Quando retornou ao país, foi relator oficial do 1o Congresso de Diretores de Faculdades de Farmácia do Brasil.
1954 - Fazendo parte do Conselho Universitário da UFRGS, Mariano da Rocha obteve, em março, a autorização para o funcionamento do curso de Medicina, anexo à Faculdade de Farmácia, contando com o apoio dos excedentes da Faculdade de Medicina da UFRGS. Em dezembro, consegue a autorização para o funcionamento da Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, com o apoio dos contabilistas de Santa Maria e da Congregação dos Irmãos Maristas, que aceitou ser a entidade mantenedora. No mesmo ano, é criada, também sob o auspício da ASPES, a Faculdade de Filosofia, cuja primeira direção é formada pelo professor José Pinto de Moraes, ocupando o cargo de diretor, e Irmã Consuelo, como vice-diretora representando as Irmãs Franciscanas, entidade mantenedora.
1955 - José Mariano da Rocha Filho é indicado em lista tríplice para reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No entanto, abdicou de sua indicação em favor do professor Elyseu Paglioli.
1956 - Consegue a criação da Faculdade de Medicina, que até então havia funcionado como curso anexo à Faculdade de Farmácia.
1957 - Mariano da Rocha apresenta pela primeira vez para o então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira seus planos para a criação da Universidade de Santa Maria.
1958 - Introduz a televisão em circuito fechado no ensino da cirurgia na América do Sul. Promove ampla e vitoriosa campanha, em Santa Maria no Rio Grande do Sul, para a aquisição do primeiro microscópio eletrônico instalado em uma universidade latino-americana.
1959 - Como Presidente da ASPES consegue a autorização para o funcionamento da Faculdade de Direito, ficando a Congregação dos Irmãos Maristas como mantenedora. O curso foi autorizado a funcionar em dezembro de 1959, sendo o seu primeiro diretor o Irmão Gelásio.
1960 - Em 14 de dezembro, Mariano da Rocha Filho consegue a criação da Universidade de Santa Maria reunindo as faculdades já em atividade e criando as Faculdades de Odontologia e Politécnica. A lei número 3834-C foi sancionada pelo presidente Juscelino na cidade de Goiânia, Goiás, em cerimônia no Palácio das Esmeraldas, na qual esteve presente uma comitiva de Santa Maria liderada pelo Reitor Mariano da Rocha. Em 4 de janeiro deste ano, por ocasião da formatura da Faculdade de Medicina, recebeu uma medalha de ouro da cidade de Santa Maria e um pergaminho com os seguintes dizeres: “A cidade de Santa Maria simboliza, em medalha que oferece ao professor José Mariano da Rocha Filho a sua maior homenagem de reconhecimento e gratidão ao artífice da interiorização do ensino superior. Honra ao Mérito – Ideal, Tenacidade e Realidade”.
14/12/1960 a 13/10/1973 - Foi nomeado e tomou posse como reitor.
1961 - Obteve a aprovação do decreto número 49439/61 pelo presidente Juscelino, que criou o quadro de pessoal da Universidade de Santa Maria. No mesmo ano, foram criadas as Faculdades de Agronomia, Veterinária, Filosofia (Federal) e de Belas Artes. Sob a liderança de Mariano a Universidade continuou crescendo embora tenha funcionado, em seu primeiro ano, apenas com as verbas destinadas às faculdades de Farmácia e Medicina.
1962 - Depois de publicar vários artigos a respeito de suas idéias para a construção de uma universidade inovadora, Mariano da Rocha Filho publica o livro USM, A Nova Universidade, editado pela Associação Santa-mariense Pró-ensino Superior - ASPES e Editora Globo, de Porto Alegre.
1963 - Funda o Fórum de Reitores das Universidades Brasileiras e apresenta as reivindicações das universidades ao então presidente João Goulart.
1964 - Recebe o título de Cidadão Emérito de Santa Maria e a Medalha de Méritos da Universidade de Bonn, Alemanha. Também publica vários artigos sobre assistência aos estudantes, entre eles Bolsas nas Universidade, Considerações sobre a vida estudantil nas universidades americanas, A reforma universitária e o bem estar estudantil, e Assistência aos estudantes. Ainda neste ano foi presidente do 5o Seminário de Educação Superior das Américas, realizado entre janeiro e abril, na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos.
1965 - Em junho, recebe a Grã-Cruz de Ouro da Áustria pelos relevantes serviços prestados à educação mundial. Publica uma série de dez artigos com o título de Metas do ensino universitário.
1966 - Profere conferência sobre a UFSM em Dusseldorf, Alemanha. Publica o artigo a Universidade das américas no Brasil. Participa como delegado do Brasil no Seminário sobre Educação Superior nas Américas, realizado em Paracas, no Peru.
1967 - Profere conferência A universidade moderna no Centro de Estudos Brasileiros na Universidade de Sofia, Bélgica. Promove o 1o Encontro de Reitores Brasileiros e Alemães em Santa Maria. É membro-fundador do Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras. Recebe a medalha da Universidade Mayor de San Marcos, Lima, Peru.
1968 - Em fevereiro representa o Brasil na 5a Conferência do Conselho Interamericano de Cultura organizada pela OEA em Maracay, na Venezuela. Na oportunidade apresenta o trabalho A nova universidade das américas e consegue a instalação da Faculdade Interamericana de Educação na UFSM. É indicado como membro do Conselho Federal de Educação. Pelos relevantes serviços prestados à educação brasileira, recebe a comenda da Ordem Nacional do Mérito. No mesmo ano, inaugura a primeira Exposição-Feira Agropecuária de Santa Maria promovida pela UFSM e Associação Rural. Profere a aula inaugural da Universidade Federal de Santa Catarina Moderna tendência do ensino universitário. Recebe a medalha do Mérito Santos Dumont, conferida pelo Ministério da Aeronáutica do Brasil pelos serviços prestados para a educação brasileira. Medalha do Mérito do Serviço Público, conferida pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul e o título de Sócio Benemérito do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria. É condecorado Oficial da Ordem das Palmas Acadêmicas do Ministério de Educação da França pelos relevantes serviços prestados à educação mundial. Em novembro, recebe o título O Melhor do Ano em Educação dos Diários e Emissoras Associados. Em dezembro, recebe o troféu de Destaque em Educação e Cultura concedido pelo jornal Zero Hora e Rádio e TV Gaúcha. Recebe o título de Cidadão Honorário de Volta Redonda, Rio de Janeiro.
1969 - Em abril, profere a palestra A televisão na educação no 1o Seminário Brasileiro de Rádio e Televisão Educativa promovido pela Fundação Educacional Padre Landell de Moura. Em agosto inaugura o primeiro campus avançado de uma universidade na Amazônia, localizado em Boa Vista, Roraima. A criação dos campi avançados foi idealizada por ele como conselheiro do Projeto Rondon. É eleito presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia. Recebe o título de Cidadão Honorário das cidades gaúchas de General Vargas, Frederico Westphalen, Cruz Alta, Três de Maio, Santiago e São Pedro do Sul. Recebe a comenda da Ordem de Instrução Pública do governo de Portugal, pelos relevantes serviços prestados à educação.
1970 - Recebe o título de Cidadão Honorário das cidades gaúchas de São Borja e Santa Rosa. É considerado Benemérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e também recebe o título de Benfeitor da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira de Santa Maria.
1971 - É eleito presidente do Grupo Universitário Latino-americano de Estudo para Reforma e Aperfeiçoamento da Educação e organiza IV Reunião do GULERPE em Santa Maria. Escreve o texto Vultos da medicina santa-mariense publicado pela Revista da Faculdade de Medicina da UFSM. Recebe o título de Presidente Honorário do Sindicato dos Jornalistas de Santa Maria.
1972 - Participa do Seminário sobre Educação Superior realizado na Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Profere a conferência A escola particular no contexto dos países em desenvolvimento no 1o Congresso Sul-americano de Instituições Metodistas de Ensino, realizado em Porto Alegre. É escolhido Cidadão Honorário de Faxinal do Soturno, Rio Grande do Sul.
1973 - Publica a obra Universidade para o Desenvolvimento – Áreas (distritos) Geo-educacionais pela Imprensa Universitária da UFSM. Escolhido Cidadão Honorário da cidade gaúcha de São Gabriel.
1974 - A pedido da Enciclopédia Barsa, escreve sobre a universidade brasileira. Sua pesquisa é publicada no Livro do Ano Barsa de 1974, editado pela Encyclopaedia Britannica Editores em São Paulo. No mesmo ano, profere a aula inaugural da Associação Educacional Dom Bosco, Resende, Rio de Janeiro.
1975 - Apresenta o trabalho Ensino e Comunidade no Seminário sobre Informações Educativas na Universidade Autônoma de Guadalajara, México.
1977 - Publica o artigo La terra, el hombre y la educacion na Revista Docencia, publicação da Universidade Autônoma de Guadalajara.
1978 - Concorre ao Senado.
1979 - Apresenta trabalho La universidad y las reformas politicos-sociales na Segunda Asemblea General CAMESA, texto publicado na Universidade Autônoma de Guadalajara. No mesmo ano publica La profesionalizacion y el mercado del trabajo na Revista Docencia na Universidade Autônoma de Guadalajara. Assume o cargo de Conselheiro do Conselho Estadual de Educação, no qual permanece até o ano de 1983.
1980 - Conselheiro da Associação Médica do Rio Grande do Sul, AMRIGS, e Diretor da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, OSPA.
1982 - Concorre a uma vaga na Câmara Federal. Deixa o cargo de provedor do Hospital de Caridade de Santa Maria, função que exerceu por quatro anos.
1985 - Entre outros textos, publica Anotações para a história da UFSM na revista do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Santa Maria.
1988 - Recebe o título de Doutor Honoris Causa da UFSM.
1991 - Recebe o título de Cidadão Santa-mariense do Século, concedido pela Câmara de Indústria e Comércio de Santa Maria, CACISM, e pela Câmara de Vereadores de Santa Maria.
1992 - É distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Roraima, fruto do campus avançado da UFSM na Amazônia, iniciado em 1969.
1993 - Lança mais uma obra A terra, o homem e a educação, pela Editora Pallotti, Santa Maria.
1998 - Em 15 de fevereiro, falece em sua residência na Rua Venâncio Aires, em Santa Maria.
1999 - Em maio, a Prefeitura Municipal de Santa Maria inaugura um busto de José Mariano da Rocha Filho na principal praça da cidade. Em julho, foi eleito pelos gaúchos o gaúcho do século, despontando como o primeiro, com mais de 90 mil votos, na lista dos 20 Gaúchos que marcaram o Século XX, promoção da RBS-TV e jornal Zero Hora.

Rocha Netto, José Basílio da

  • Pessoa
  • /2015-07-03

O Engenheiro civil José Basílio da Rocha Netto foi primeiro diretor do Escritório de Obras da UFSM a partir de janeiro de 1962. Em dezembro de 1960 foi nomeado Diretor do Departamento de Planejamento e Obras, conforme portaria 3845/1969. Além disso, foi admitido como instrutor de ensino em março de 1962 e em julho de 1969 passou a ter exercício no Instituto de Tecnologia e em março de 1971 no Departamento de Engenharia Civil do Centro de Tecnologia. Faleceu em 03 de julho de 2015.

Rocha, Caio Tibério Dornelles da

  • Pessoa

Caio Rocha possui uma trajetória profissional marcada pelo desenvolvimento e gestão de políticas públicas direcionadas a agricultura do estado do Rio Grande do Sul e do país. Engenheiro agrônomo, graduado pela Universidade de Passo Fundo e extensionista rural concursado da Emater/RS. Nesta entidade exerceu diversos cargos diretivos, dentre eles, o de Presidente. Recebeu reconhecimento de Engenheiro do Ano de 2011 na Área Pública, concedido pela Sociedade de Engenharia do Estado do Rio Grande do Sul. Foi Secretário de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul; Vice Presidente da Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul; e, Conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/RS). No âmbito federal atuou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desempenhando as funções de Secretário Nacional de Política Agrícola, Secretário Nacional do Produtor Rural e Cooperativismo, e, no mesmo período, exerceu as atribuições cumulativas da Secretaria Nacional de Infraestrutura e Fomento, do então extinto Ministério da Pesca e Aquicultura. Atualmente, Caio Rocha é titular da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), do Ministério do Desenvolvimento Social, que tem como objetivos formular e implementar políticas e planos de Segurança Alimentar e Nutricional, estimular a integração dos esforços entre governo e sociedade civil, bem como promover o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação da Segurança Alimentar e Nutricional do país.

Rocha, Francisco de Paula Brochado da

  • Pessoa
  • 1910-08-08/1962-09-26

Foi advogado, professor universitário e político brasileiro. Formou-se em 1932 pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, onde também foi professor.
Na política, foi procurador da prefeitura de Porto Alegre e deputado estadual pelo PSD de 1947 à 1951.

Rocha, Francisco José Mariano da

  • Pessoa
  • 1931-09-30/

Foi o décimo primeiro filho de José Mariano da Rocha Filho. Recebeu este nome em homenagem ao tio-avô Francisco Mariano da Rocha e ao avô José Mariano da Rocha, pois nasceu no dia do aniversário de criação da Faculdade de Farmácia.
Foi o segundo diretor do Planetário da UFSM, de 1995 a 2017.

Rocha, Francisco Mariano da

  • Pessoa
  • 1887-08-08/1945

Iniciou seus estudos no Ginásio Gonzaga, em Pelotas. Cursou um ano da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, terminando o curso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Retornou para o Rio Grande do Sul, estabelecendo-se em Santa Maria, onde já se encontrava seu irmão, José Mariano da Rocha.
Integrou o corpo médico do Hospital de Caridade e foi membro fundador da Sociedade de Medicina de Santa Maria e redator dos Anais da mesma sociedade. Levou para a cidade o primeiro aparelho de raio-X.
Foi um dos fundadores da Faculdade de Farmácia de Santa Maria, em 1931, junto com seu irmão José Mariano da Rocha (pai de José Mariano da Rocha Filho), organizada sob os auspícios da Sociedade de Medicina da cidade, tendo sido seu primeiro diretor.
Em sua homenagem foi erguida uma herma na frente da Faculdade de Farmácia em Santa Maria.

Rocha, Maria Zulmira Dias Mariano da, 1918/2019

  • Pessoa
  • 1918-09-24 /2019-10-08

Uma mulher que participa ativamente do seu tempo e realiza múltiplas tarefas, simultaneamente, com dedicação extrema. Casou aos 18 anos, teve 12 filhos, foi professora universitária e diretora do Museu Educativo Gama D’Eça, da UFSM. Mãe e esposa dedicada lutou ao lado de seu marido pela interiorização do ensino superior no Brasil e cuidou da formação intelectual dos filhos, com perseverante permanência.
Filha de Patrício Dias Ferreira e Manuela Velho Dias, nasce em 24 de setembro de 1918, em Caçapava do Sul. Aos nove anos vai estudar em Bagé, no Colégio Espírito Santo, e dois anos após segue para Porto Alegre, para continuar seus estudos no Colégio Bom Conselho, onde se destaca tanto pela liderança quanto pelo desenvolvimento de múltiplas atividades extra-classe: participa do grêmio estudantil, joga tênis e tem aulas de latim, grego, pintura e poesia. Desde a adolescência costuma fazer anotações nos livros, discutindo e atualizando dados, quando diverge do autor.
Em Porto Alegre conhece José Mariano da Rocha Filho, por intermédio de sua irmã Maria Clara Mariano da Rocha, também interna do Colégio Bom Conselho. No mesmo dia em que a conheceu, José Mariano a pediu em casamento. Ela tinha apenas 14 anos.
Após terminar o ginásio, Maria Zulmira cursa o Pré-médico, onde é colega do santa-mariense Antonio Isaia. A aspiração de cursar medicina é interrompida pelo casamento, em 1938, quando vem morar em Santa Maria. A partir desse ano, Maria Zulmira concilia as atividades de mãe, esposa, e parceira de José Mariano, ao fazer o clipping das notícias e organizar as repercussões do movimento pela interiorização do ensino superior na mídia, além de encarregar-se da correspondência e datilografar textos e discursos para o marido. Ao mesmo tempo, é uma mãe presente na vida dos filhos e acompanha o seu desenvolvimento intelectual, desde os deveres de casa até a execução dos trabalhos.
Após o nascimento de seus doze filhos, decide completar os estudos superiores e presta vestibular para Geografia em 1965. Em 1969, ingressa no quadro docente da UFSM, lotada no Departamento de Geociências, lecionando as disciplinas Biogeografia e Geografia do Brasil.
Em 1971, é indicada por Hélios Homero Bernardi, vice-reitor no exercício da Reitoria, para organizar o Museu Educativo e tomar as providências administrativas cabíveis, sem ônus para a UFSM (portaria nº 4856/71). No mesmo ano participa da Comissão Organizadora da Reunião do Conselho Deliberativo do Grupo Universitário Latino-Americano para Reforma e Aperfeiçoamento do Ensino (GULERPE) que ocorreu em Santa Maria.
Durante todo o período em que Mariano da Rocha esteve à frente da reitoria, liderou a organização do Natal dos Filhos dos Operários da UFSM, com festa e distribuição de presentes. Como Presidente da Associação dos Amigos do Museu Educativo Gama d’Eça (AAME), promove anualmente a campanha “Ponha Cristo em Seu Natal”, com o objetivo de lembrar e prestigiar o Aniversariante, campanha que tem a cada ano mais adeptos.
Maria Zulmira também liderou o movimento para a criação da Creche da UFSM, conseguindo doações da comunidade e a adesão incondicional dos funcionários e professores, que doavam mensalmente contribuições para a construção.

Rodrigues, Berenice Valeria Gorini

  • Pessoa

Berenice Valeria Gorini Rodrigues foi professora do Departamento de Artes Visuais do Centro de Artes da UFSM de 1968 a 1990. Radicada em Santa Maria, natural de Santa Catarina, formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estagiou por três anos na Academia de Belas Artes de Roma, Itália.
Uma das obras da Série Vestes Rituais, de sua autoria, recebeu o Prêmio Estímulo na I Trienal de Tapeçaria Brasileira, realizada no Museu de Arte Moderna do Parque Ibirapuera em São Paulo, em 1976. Rodrigues construiu vestes gigantescas de fios de fibras vegetais, resgatando de forma conceitual as técnicas de entrelaçamento, trançados e cestarias brasileiras, criando assim ambiente místico pleno de magia de estética até então inédita na arte brasileira. Estas estruturas têxteis a destacaram como artista proeminente das vanguardas brasileiras.

Rodrigues, Carmem Janaína Dutra Ferreira

  • Pessoa

Possui graduação de Licenciatura em Química, com habilitação para ensino de Ciências, anos finais do Ensino Fundamental, pela Universidade Federal de Santa Maria (2014). Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação na UFSM (2018) e é professora de Química no Colégio Energy Santa Maria, na modalidade de Educação para Jovens e Adultos (2015-Atual).

Rodrigues, Diva Millani

  • Pessoa

Foi admitida como recepcionista pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, (1984). Aposentou-se pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, (2013).

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