Operação Osvaldo Aranha, 1969/

Zona de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Operação Osvaldo Aranha, 1969/

Forma(s) paralela(s) de nome

  • UNDP/FAO/SF/BRA-33 - Educação e Pesquisa Agrícola na UFSM - Projeto Oswaldo Aranha

Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) de nome

identificadores para entidades coletivas

área de descrição

Datas de existência

1969/

Histórico

É um projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em que foi Agência Executora internacional a FAO (Organização de Alimentação e Agricultura), e nacional, a Universidade Federal de Santa Maria.

Em 1937, a UFSM, por intermédio de seus técnicos, com a assistência dos professores José Barbas Guerra, Derblay Galvão, entre outros, organizou um projeto de pedido de ajuda ao Fundo Especial das Nações Unidas (ONU), visando o desenvolvimento do Setor Primário do Rio Grande do Sul. O Projeto, realizado por uma equipe da então Faculdade de Agronomia e Veterinária, analisou a conjuntura agropecuária do Rio Grande do Sul, mais especialmente da zona geo-educacional da UFSM.

Os estudos foram iniciados em 1966, e somente mereceram aprovação em 1969, quando recebeu o nome “Operação Oswaldo Aranha”, em homenagem ao ilustre gaúcho que chegou a ser presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas. Este foi o segundo projeto aprovado pela FAO (Food and Agriculture Organization), desta vez diretamente através da ONU (Organização das Nações Unidas). Em junho de 1970, tiveram início os trabalhos, tendo a FAO sub-locado a Universidade Illinois do Sul o fornecimento dos técnicos componentes da equipe internacional. A direção foi entregue ao Prof. Willian Doerr, como Diretor Internacional, e ao Prof. Derblay Galvão como Diretor Nacional, sendo responsáveis pela cobertura técnica renomados especialistas nacionais e estrangeiros.

A Operação Oswaldo Aranha funcionou com o concurso do Centro de Ciências Rurais, sendo desenvolvido como principal objetivo do projeto: revisar e atualizar os programas de ensino dos Cursos de Agronomia e Veterinária desenvolvendo um completo e variado programa de pesquisas adaptadas às nossas condições regionais e difundir os resultados através de um serviço de extensão rural.

Em 1971 o projeto já tinha treinado aproximadamente 7.000 agricultores, com a efetiva participação dos estudantes. Através desta iniciativa ocorreu a melhoria do ensino e pesquisa no Centro de Ciências Rurais da UFSM, implantando modernos métodos dentro da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, pelo estabelecimento de 4 fazendas experimentais e com a vinda de 19 professores PHD, no campo das Ciências Rurais com o intuito de realizarem bolsas de estudo para 39 docentes da UFSM nos melhores centros mundiais de agropecuária e Centro de estudos Básicos.

O Reitor José Mariano da Rocha Filho designou o professor Derblay Galvão, então Diretor do Centro de Ciências Rurais para ser o Diretor do Projeto Oswaldo Aranha, que teve início em 1° de agosto de 1970. Vieram do exterior renomados professores para ensinar técnicas mais eficazes para utilizar as potencialidades dos Colégios Agrícolas, com vista a implantar as Granjas Experimentais previstas no projeto bem como também pretendiam atualizar todo corpo técnico da universidade, que teve oportunidade de trocar experiências indispensáveis à execução do projeto. Foram instalados ensaios e demonstrações nos Colégios de Alegrete, São Vicente do Sul e Santa Maria, com dupla finalidade: familiarizar os alunos com as técnicas de instalação de experimentos e também de aumento de produtividade de culturas da região.

Em 10 de outubro de 1970 os professores: Erb Veleda, Enio Tonini, Luiz Mutti, Armando Vallandro e Derblay Galvão viajaram aos EUA para visitarem universidades americanas, aproveitando para trocar úteis e indispensáveis experiências para a execução do Projeto.

A operação Oswaldo Aranha procurou integrar o aluno ao meio em que exercerá a profissão, onde a aprendizagem de novos conhecimentos também ocorre diretamente com o agricultor.
O BRA-33 partiu da premissa que era preciso despertar nos jovens que ingressavam nos cursos oferecidos uma nova consciência em termos de realidade rural, estimulando e orientando para dar uma dimensão de segurança e desenvolvimento à economia agrícola pastoril de nosso Estado. A participação do colono foi decisiva para ensinar o que de mais simples existe na vida rural, desde atrelar a carroça até como vive o homem do campo. Nesse sentido o aprendizado é duplo, ou seja, o aluno aprende e o colono se sentia valorizado.

Os primeiros municípios visitados foram: Dona Francisca, Faxinal do soturno, Agudo, Nova Palma e São João do Polêsini. Muitas foram às reuniões com os agricultores, que receberam com entusiasmo as idéias inovadoras e passaram a adotá-las em suas propriedades.

<b>Fontes consultadas:</b>
ISAIA, Luiz Gonzaga. UFSM memórias. Santa Maria, 2006. 400p.

UFSM. Relatório do ano de 1969 e 1971. Página 137.

<b>Pesquisa realizada por:</b>
Dhion e Fabiana

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